A secretária executiva da CNDDHH, Rocio Silva Santisteban, que escreveu o prólogo do relatório, disse que existe uma sensação de “déjà vu” nos anos do fujimorismo, só que desta vez em versão acelerada de bonança econômica.
A politóloga Jô-Marie Burt, da George Mason University, denunciou o pouco respeito que se vê no Peru em relação à vida humana. Em protestos públicos, o povo é tratado “como animais que devem ser controlados”.
O sistema político e jurídico, disse, parece estar empenhado em entorpecer os casos de violação dos direitos humanos, pois a impunidade continua forte no país.
Os direitos humanos não são um tema de governo, mas de Estado, defendeu o politólogo Jorge Aragão, da Universidade da Flórida. Ele vê o relatório escrito em “tons cinza”, pois aponta para uma conjuntura crítica que leva a um ponto de reflexão.
O vice-ministro de Direitos Humanos, Daniel Figallo, reconheceu que a conjuntura nacional e o número de mortos geram “incômodos”. Ele defendeu a introdução de um protocolo normativo que garanta a independência das investigações no Ministério da Defesa.