Os códigos de ética atuais não cobrem a proliferação das notícias e opiniões divulgadas na internet e nos meios sociais de comunicação, também denominados de jornalismo ativista ou cidadão.
A WACC entende que a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa são direitos humanos básicos. A independência e o pluralismo dos meios de comunicação e informação são fundamentais para o processo democrático e serve também para cobrar transparência de governos, defender a participação democrática e a defesa dos direitos humanos.
Assinada pelo seu presidente, Dennis Smith, e pela secretária geral, jornalista Karin Achtelstetter, a mensagem da WACC destaca a importância do jornalismo cidadão e das vozes alternativas para o fortalecimento da democracia e direito da cidadania à informação.
A organização constata que governos ditatoriais intensificaram o controle e a censura dos meios de comunicação e informação digitais e a internet. “Esses governos também estão recorrendo a estruturas reguladoras, e de licenças de acesso à informação eletrônica para reduzir os espaços para a radiodifusão independente”, assinala o texto.
Em consequência, a denúncia e o jornalismo investigativo sofreram um retrocesso. A violência associada com o crime organizado atinge jornalistas em muitos países, que não incrementam a investigação por receio ou impedimentos de acesso, assim que crimes ficam impunes.
A WACC alerta que as novas plataformas de meios de comunicação e informação oferecem novos canais para o fluxo informativo e comunicacional. “Mas com uma maior liberdade e novas possibilidades surgem também maiores responsabilidades”, destaca a mensagem, que defende uma revisão coletiva e acordos sobre os princípios da prática jornalística. Isso certamente contribuirá para o “fortalecimento do poder transformador dos meios de comunicação e informação neste contexto que evolui constantemente”, assinala.